sexta-feira, 17 de outubro de 2008
O Medo
Dentro de cada um, o medo arranja todas as razões
e desculpas para nos bloquear.
O medo é capaz de nos vergar perante Deus, perante os homens, perante as coisas, perante nós próprios.
Era bom que apenas tivessemos medo de ter medo.
sexta-feira, 18 de julho de 2008
terça-feira, 24 de junho de 2008
A Marta e o Vladimir

quinta-feira, 17 de abril de 2008
A Inteligência

quarta-feira, 16 de abril de 2008
A Oração

quinta-feira, 27 de março de 2008
Avaliação do Desempenho

quarta-feira, 26 de março de 2008
Cristo é Páscoa! É a Ressurreição! É a Força de Recomeçar!

Jesus, vem ter comigo, caminha ao meu lado.
segunda-feira, 17 de março de 2008
Faz hoje um Ano!

Este Ano a Páscoa vem cedo

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
O que Deus dá: O Homem partilha!
O que tiver muito, receberá ainda mais!
(Mc. 4,25)
Os dons que cada um recebe são para usar,
pôr ao serviço dos outros,
para o bem comum!
Quanto mais se dá,
mais rico se fica!!!
Quem muito "calcula" o pouco que tem
e, para si só, guarda,
acaba por perder tudo o que lhe foi dado,
porque para nada serviu.
A Irmã, Madre Teresa de Calcutá, dizia:
"Tudo o que não se dá, perde-se!"
O que Deus dá
O que Deus nos dá é para que, cada um,
o ponha ao serviço dos outros, do bem comum!
Quem tem muito e o partilha,
mais rico fica!
Quem 'calcula' o pouco que tem e o guarda só para si,
até o pouco que tem acaba por se perder.
A Irmã Teresa de Calcutá dizia que:
Tudo o que não se dá, perde-se!
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
O Semeador

terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Conversão de Paulo

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
Ciclos da Natureza

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
Bom Ano de 2008
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
Faria hoje 99 anos !
sexta-feira, 9 de novembro de 2007
Há quase 46 anos

terça-feira, 30 de outubro de 2007
A Lenda da Pena d'Água

NAS ENCOSTAS DA VIGIA
P’ROS LADOS DO SOL NASCENTE
BROTA DA GRUTA UMA FONTE
COM UMA LENDA COMOVENTE
NO TEMPO DA GUERRA AOS MOIROS
LÁ SE ESCONDEU UMA MOIRINHA
QUE EM BUSCA DE COMIDA
A AMA DEIXOU SOZINHA
PELOS SOLDADOS CATIVA
AMA MOIRA FOI LEVADA
MAS DA PRINCESA MOIRINHA
A AMA NÃO DISSE NADA
VENDO-SE SÓ E COM FOME
A PRINCESINHA CHOROU
E A COBRA DAQUELA GRUTA
COM OS SOLUÇOS ACORDOU
DE OLHOS BRILHANTES LANÇOU
À PRINCESA ENCANTAMENTO
E A MOIRINHA ASSIM FICOU
A PARTIR DESSE MOMENTO
DE DIA E NOITE CHOROU
NA ENCOSTA DAQUELE MONTE
DA SUA PENA BROTOU
NAQUELA GRUTA UMA FONTE
NAS BRUMAS DO NEVOEIRO
HÁ QUEM DIGA QUE A OUVIU
A CHORAR A VAGUEAR
MAS NUNCA NINGUEM A VIU
NÃO HÁ MEIO DE QUEBRAR
SEU ENCANTO SUA MÁGUA
RESTA APENAS A PRESENÇA
DA FONTE... A PENA D’ÁGUA
TITI
quarta-feira, 3 de outubro de 2007
Somos Fracos Vasos de Barro

quinta-feira, 27 de setembro de 2007
Aceitar e tornar minha a Tua Vontade
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
Degrau a degrau. Se for capaz!

terça-feira, 18 de setembro de 2007
Astronomia: Um desafio à nossa Imaginação.
Da Terra à Lua são cerca de 400.000 km.
É muito ou é pouco?
Há certos carros que durante a sua vida andaram o suficiente para percorrer essa distância.
A Lua anda em volta da Terra e o plano da sua órbita pode sobrepôr-se ao plano da órbita da Terra em relação ao Sol:
A Eclíptica = onde se dão os eclipses.
Podemos imaginar uma mesa e, nesse plano, imaginar as órbitas da Lua em volta da Terra e da Terra em volta do Sol.
E até podemos colocá-los a distâncias proporcionais: Mas se a Lua ficar a 1 cm da Terra, o Sol terá de ficar a 370 cm,
ou seja a 3,70 metros.
E o Sol é tão grande que a Lua podia descrever a sua órbita à volta da Terra dentro do Sol.
Em Astronomia a questão do tamanho é sempre relativa: Aquilo que nos parece muito grande, de repente, comparado com outra, parece pequeno.
Se há coisas que nos falam da Grandeza de Deus, a Astronomia será uma delas.
Para comparar tamanhos de Estrelas e Planetas, espreita aqui.
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
Astronomia de Novo: Porque é Agradável Pensar!
É o chamado Movimento de Translacção!
A trajectória desse movimento (órbita)
é, aproximadamente, um círculo,
(como é ligeiramente alongado, chamam-lhe elipse).
Mas a Terra também tem um Movimento de Rotação,
roda sobre si mesma, (em torno do 'seu eixo').
(Como vemos o Sol deslocar-se no sentido dos ponteiros do relógio, significa que o movimento de Rotação da Terra é no sentido inverso).
É este movimento que dá origem aos dias e às noites,
e o de Translacção dá origem às Estações do Ano.
Podemos imaginar o Sol fixo
(um dia podemos pensar nos movimentos do Sol)
e, ao mesmo tempo, podemos imaginar a Terra com os seus dois Movimentos: de Rotação e de Translacção.
Podemos imaginar, em cada dia, 24 horas, a Terra dá uma volta e, em cada dia, ela avança um bocadinho na sua órbita à volta do Sol.
Como este círculo à volta do Sol tem 360º graus, e o ano tem 365 dias, podemos dizer que cada dia a Terra anda à volta do Sol quase 1 grau.
Pergunta: Então um dia, 24 horas, corresponde exactamente a uma rotação exacta de 360º da Terra no seu Movimento de Rotação? Sim ou não?
Imaginemos de novo os dois movimentos: Enquanto a Terra deu uma volta de rotação, 360º, mexeu-se para o lado na órbita cerca de 1 grau (mais de 2 milhões e 500 mil km, ver postagem anterior).
Então, um ponto na Terra que estivesse exactamente apontado ao Sol ao meio dia, depois da Terra ter dado uma rotação de 360º, como ela se desviou para o lado um grau, (então) a Terra precisa de rodar mais um grau para que o mesmo ponto fique exactamente apontado para o Sol, para prefazer um dia, as 24 horas!
Pois é!
Para cada dia a Terra tem que rodar sobre si (Movimento de Rotação) quase 361 graus para completar um dia, ( 24 horas), e, ao fim de um ano, a Terra deu 366 voltas e só passaram 365 dias.
Se a Terra só desse uma volta, sobre si mesma, durante um ano, então teria sempre a mesma face virada para o Sol. É o que acontece com a Lua em relação à Terra e, assim, da Terra vemos sempre a mesma face da Lua.
Pergunta: E o dia lunar, em relação ao Sol, quanto tempo demora?
O período do dia lunar é igual ao tempo que medeia uma Lua Nova e a Lua Nova seguinte: Aquilo a que chamamos o mês lunar!
Astronomia: Para nos Deliciarmos.
Dizem que a luz do Sol demora mais de 8 min. a chegar à Terra.
E a luz anda muito depressa: 300.000 km por segundo.
Podemos imaginar a distância da Terra ao Sol.:
300.000 km x (8 x 60 seg.) são cerca de 150.000.000 km.
A distância média da Terra ao Sol é a Unidade de medida Astronómica: AU = 149 597 870 km.
(Assim, quando dizemos que a distância de Neptuno ao Sol é de 30 AU,
significa que é 30 vezes a distância da Terra ao Sol.)
E, para lá do Sol, podemos também imaginar outro tanto de distância:
É lá que nós vamos passar daqui a 6 meses!
A Terra andando à volta do Sol (translacção) percorre um círculo muito grande:
O seu perímetro, o percurso percorrido pela Terra em cada ano,
será: 2 X Pi X 150.000.000 km: Quase 945.000.000 km,
o que é muito km!
Se dividissemos isto por 365 dias ficávamos a saber que, em cada dia,
a Terra percorre uma distância à volta do Sol de mais de 2 milhões e 500 mil km,
o que é andar muito!
E para saber a velocidade por segundo teríamos que dividir por 24 horas; dividir por 60 minutos e por 60 segundos, o que daria uma velocidade de 30 km por segundo.
É, o que se pode chamar, voar muito depressa!
Só para termos uma ideia:
Um avião a jacto que voe a 900 km por hora, precisa de 4 seg para andar 1 km.
Então a Terra anda, à volta do Sol, 120 vezes mais depressa que um avião a jacto.
(Cuidado, não se pode pôr a mão de fora!)
Mesmo assim, comparada com a velocidade da luz, é 10.000 vezes mais pequena!
Por isso não admira que, com esta velocidade, se a Terra na sua trajectória, apanha no espaço, um errante grão de poeira que seja, ou um fragmento deixado por um cometa, ele ao entrar na atmosfera aquece, fica incandescente, desfaz-se...
e nós dizemos que
vimos uma estrela cadente!
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
Ventilador Solar
Era um sonho, um projecto!
Na base da chaminé, no lado virado a Sul, junto às telhas, há dois respiradores das casas de banho.
Como não tinham grelha, quando chovia, a água que escorria na chaminé chegava às casas de banho. Era preciso evitar a entrada da chuva.
O Carlos tinha-me dado uma célula fotovoltáica, com cerca de 10 x 30 cm, que produz 12 Voltes com a luz Solar. Comprei uma ventoínha de ventilação das fontes de alimentação dos computadores, (trabalham a 12 V) e tem 12 x 12 cm.
Ensaiei-a com a célula fotovoltáica: Funcionava!
Cortei a caixa de um computador antigo, em 'L', tapei os topos e fiz uma abertura para a ventoínha.
Este conjunto acenta na parede da chaminé, cobrindo os respiradores. Vedei em volta com selicone.
Por cima, uma outra chapa em 'L' cobre o conjunto da ventoínha e suporta o painel solar.
Dois parafusos fixam o sistema à chaminé.
Protegi o painel com uma película de plástico rígido.
Está a funcionar!
Agora, quando há Sol,
o ar das casas de banho é renovado automaticamente!
Salto em Altura
terça-feira, 11 de setembro de 2007
O Pecado

"Ser testemunha da misericórdia e do amor de Deus no mundo não significa, no entanto, pactuar com o pecado…
terça-feira, 7 de agosto de 2007
A Dignidade da Pessoa
As ideias que ultimamente tenho 'esprimido' e que têm deitado algum sumo são:
As Instituições (tal como as máquinas) são feitas pelas Pessoas.
As Pessoas são mais importantes que as Instiuições: As Instituições estão ao serviço das Pessoas (tal como as máquinas) e quando as Instituições escravizam as Pessoas ou se servem delas escravizando-as, estão a fazer o contrário daquilo para que foram feitas!
Em certos casos, algumas pessoas saiem em defesa de instituições, mas estas, tal como as máquinas, os cilindros, por exemplo, podem esmagar o operário e até o seu condutor.
quinta-feira, 2 de agosto de 2007
Hoje é o 1º Dia do Resto da minha Vida
Em vão coloquei a minha esperança na rectidão dos homens sexta-feira, 20 de julho de 2007
A Alice e o Arnaldo
Na despedida o Arnaldo disse-lhe:
"Que a estrada se erga para te encontrar.
Que o vento corra sempre de feição.
Que o sol quente brilhe sempre sobre a tua face e a chuva caia suavemente sobre os teus campos.
E que Deus te tenha na palma da Sua mão até nos encontrarmos de novo".

Em nome da Alice, a Iris, uma das suas cinco filhas, diz:
"A Morte não é nada afinal. Fui apenas para outro lado. O que quer que fôssemos antes, ainda o somos. Chama-me pelo meu nome da maneira fácil como sempre o fizeste. Não mudes de tom, nem fales com ar de solenidade ou mágoa. Sorri, como sempre sorrimos como o mais pequeno raio de sol. Continua o teu Caminho, pensa em mim, reza por mim. Deixa o meu nome continuar a ser essa palavra familiar que sempre foi, deixa-o ser dito normalmente sem sombras de tristeza pairando.
A Vida significa tudo aquilo que sempre significou. É o que sempre foi, uma inquebrável continuidade. Porquê estar longe do coração se estou apenas longe da vista? Estou à tua espera, à espera da nossa eternidade, que está cada vez mais próxima e nós não damos conta.
Tudo está bem. Até breve."
Conheci-os numa equipa de CPM.
Eram um casal de (eternos) namorados.
Talvez o casal mais 'namorados' que já conheci.
Contavam a história dos 'belhetinhos' do seu namoro.
Como casal,
o seu namoro não precisava de ser contado: Via-se!
sexta-feira, 13 de julho de 2007
Ao Cair da Tarde
quarta-feira, 11 de julho de 2007
A Flor da Esteva
A Esteva (Cistus ladanifer L.) é a planta mais abundante na Serra Algarvia, sobretudo nos solos pobres e muito pobres, não calcários. É um arbusto que chega a atingir dois metros de altura ou mais. Muito resistente a temperaturas extremas e a longos períodos de seca, é considerada uma planta pirófila (piros=fogo + filos = amigo), (se a palavra não existia passou a existir), porque, depois de um incêndio, a seguir às primeiras chuvas é das primeiras a germinar, cobrindo o solo com um denso tapete de pequenas plantas verdes e assegurando a ocupação de todo o espaço.
abundantemente na Primavera. As suas flores, de um branco neve, modificam o tom da paisagem serrana. As pétalas, cinco, têm na base uma pinta de cor 'vermelho-tinto', mas também as há totalmente brancas. As de cor púrpura, são usadas em jardins.O fruto da esteva é uma cápsula redonda com pedúnculo 'bailarota' que, apertada entre os dedos médio e pulgar, é posta a rodar como um mini-pião.
terça-feira, 10 de julho de 2007
A Casa do Ti´Zé Moleirinho

Foi a maior separação das raízes a que já assisti. Casa que marcou a geração dos pais, dos filhos e dos netos e de muitos outros amigos e conhecidos que por lá passaram.
A Casa:
A cozinha, os quartos, a casa de fora, o celeiro, o alpendre, o palheiro, o forno, o poço, a eira, ... e, sobretudo, a sua localização!
Mesmo vista de longe, continuará a ter muito de nosso!
A SER NOSSA!
sexta-feira, 6 de julho de 2007
As Flores de Jacarandá
terça-feira, 3 de julho de 2007
Hoje é Dia de S. Tomé
Este Provérbio é contraditório: Crer, acreditar é acolher como verdade uma afirmação não
demonstrada. Se Tomé viu, não acreditava: Tinha a certeza!Tomé, um dos doze, disse que se não visse a ferida dos pregos não acreditaria.
A nós fica-nos a hipótese de acreditar nos testemunhos de O terem visto!
"Acreditas agora porque me viste?
Felizes os que acreditarem sem terem visto."(Jo.20,24...)
Esta passagem de Cristo de regresso ao Pai: A Páscoa.
Esta porta que se abre à humanidade: A Ressurreição.
Este Caminho, com o qual Ele se identifica: Eu sou o Caminho.
São uma fonte de felicidade: Felizes os que...!
A Fé é um dom do Espírito, da nossa parte há que arranjar maneira de a acolher, com a promessa de Felicidade.
"A paz esteja convosco!"
Aceitemos ser felizes com Ele!
terça-feira, 26 de junho de 2007
Um Triturador de Casca de Pinheiro

quarta-feira, 20 de junho de 2007
Dois Ro(a)lamentos: Uma (AF)Lição
Isso custa-te meia dúzia de euros e é fácil de mudar, disse. Foi coisa que nunca fiz, respondi. É fácil tiras aquele freio da porca, tiras a porca, a roda sai e trocas os rolamentos... insistiu!
Bem, ontem fui à Opel comprar os ditos rolamentos e a tampinha; Foi a 1ª surpresa: para 90 euros faltaram 22 cêntimos. Telefonei ao Isidro: Tinha que desabafar com alguém!
Depois do lanche, meti mãos à obra: Tirei o macaco. Levantei a roda de trás. Tirei o roda. Tirei o freio da porca e desenrosquei-a. Limpei-os. Ficou uma anilha com travamento, tirei-a e limpei-a. A seguir estava um rolamento: como era cónico foi fácil sair. Limpei-o. E agora? Do outro lado haveria outro. Como o carro estava travado com o travão de mão, o tambor nem se mexia! Calcei as outras rodas e destravei o carro. O tambor já rodava, mas não saía porque os calços do travão puxavam-no de novo para dentro. Fui sacudindo até que saiu. Limpei-o. No interior havia muita massa consistente. A massa consistente não pode tocar nos calços nem no local onde estes travam. Tirei o retentor de borracha e o rolamento. Foi fácil! Limpei-os.
Desembalei os rolamentos novos, mas estes eram diferentes: tinham por fora um cilindro cónico. Pois era: Só tinha saído a parte interna dos rolamentos, os cilindros estavam lá dentro. E agora? Eu não tinha saca-rolamentos e a aventura iria ficar por ali!
O carro metia dó com uma pata no ar!
Descobri, no meio da massa consistente, que havia uma ranhura onde se fixava o saca-rolamentos. Experimentei a bater com a ponta da chave de fendas. Nada! Experimentei a bater com a chave inglesa na chave de fendas e pareceu-me que começou a sair. Apoiei a peça e fui-lhe dando até que uma saiu. A outra também!
E agora como é que metia as novas? Se as amolgasse estragaria os rolamentos novos. A peça era muito justa e só entraria à força. Descobri que assentando o cilindro velho no novo podia bater no velho e obrigar o novo a entrar. Entrou! Entraram!

Meti o rolamento de dentro e antes de colocar o retentor cobri-o de massa consistente. Coloquei o tambor. Enchi o interior de massa consistente. Coloquei o rolamento de fora, a anilha, a porca e o freio. Enchi a tampinha com massa e encaixei-a. Com o cilindro do rolamento velho apoiado na tampinha fui batendo até entrar...
CONSEGUI...!
Ingredientes:
Peças: Dois rolamentos cónicos; um retentor; uma tampinha; uma bisnaga de massa consistente; um rolo de papel higiénico.
Ferramentas:
Um alicate; uma chave de fendas; uma chave inglesa
e paciência e persistência q. b.
terça-feira, 12 de junho de 2007
Tirar a Cortiça
A formatação voltou e, com ela, a possibilidade de colar fotografias.
Hoje o que falta mesmo é inspiração.
Então vou contar: Na 4ª-feira, dia 6, fui ajudar um mestre a tirar cortiça.
Quando o sobreiro atinge cerca de 22 cm de diâmetro (70 cm de perímetro) ou mais, pode-se
tirar a cortiça em toda a extensão que tenha essa grossura. A primeira cortiça que se tira é chamada 'virgem' e tem pouco valor económico. Tirar a primeira vez a cortiça diz-se 'amansar o sobreiro'. Ao fim de nove anos, geralmente, pode tirar-se de novo a cortiça, esta chama-se 'mansa' e tem um valor apreciável.A cortiça só pode ser tirada se a árvore estiver viçosa o suficiente para largar a casca sem estragar o entrecasco interior, o que ocorre no início do Verão.
Os mestres tiradores de cortiça têm um cuidado especial em não ferir essa camada interior para não estragar a árvore.

No Domingo, dia 10, amansei o sobreiro junto ao poço da Fonte Ferrenha. Está bonita?
Agora é necessário pintar um '7' em cada árvore para indicar o ano em que a cortiça foi tirada, pois só daqui a nove anos se pode voltar a tirar.
segunda-feira, 11 de junho de 2007
10 Iludido
Alguém é capaz de me dar uma ajuda.
sexta-feira, 25 de maio de 2007
Seu Nome era: José Manuel
Chamava-se apenas José Manuel.
Aliás chamavam-lhe Zé Moleirinho, para o destinguir do seu Pai a quem chamavam José Moleiro e esse, sim, pelos vistos, era mesmo moleiro de moinho de vento:
Chamo-me José Manuel
Mas que triste sorte a minha
Chamam-me José Moleirinho
Mas eu nunca fiz farinha.
sexta-feira, 18 de maio de 2007
As Gerações Anterior e a Actual
Estava cega há meia dúzia de anos, ia quase nos 97.
É uma geração que termina. Uma geração que sobreviveu a duas guerras mundiais, que passou dificuldades, privações, ... trabalhos!
Uma geração que, com as suas limitações, conseguiu transmitir a Fé à geração seguinte.
Hoje não haverá tantas privações, mas a transmissão da Fé às gerações seguintes não estará mais facilitada. O individualismo e a autosuficiência parecem colocar o homem como o deus de si próprio e o homem parece gostar e querer acreditar nisso.
De facto não haverá maior dignidade do que reconhecer-se, a si e aos outros, como Filhos de Deus.
Mas devemos reconhecê-LO como Criador e Pai.
quinta-feira, 17 de maio de 2007
Um Furo de Água Fresca: A Tenacidade
Ele tinha 84 anos.
O quintal, nas traseiras do apartamento, era pequeno, talvez uns 25 m2. De início, para além do tanque de lavar a roupa e dos estendais, ainda tinha os vasos de flores da Ti'Piedade, um limoeiro, cebolas, alface, tomateiras, as couves do caldo verde e umas pezeiras de salsa e hortelã. No muro de tijolo, ao fundo, que suporta as terras, fez uns buracos onde plantou umas vides que depois armou em parreiras, que dão sombra para o quintal e uvas deliciosas. Depois fez o furo, o forno, a oficina, acimentou a maior parte do chão e fez um muro a desenhar um canteiro onde pouco mais ficou, para além dos vasos, que as couves do caldo verde, a salsa, a hortelã e o chá da bela-luísa (lúcia-lima).
Mas o que gostava mesmo, era de contar como ele fez o furo, pois demonstra a sua paciência, persistência, resistência, habilidade e inteligência. Fê-lo sozinho, durante meses, com cerca de sete metros de profundidade.
O furo foi feito no canto do lado direito. O solo é de argila vermelha pesada e compacta. As ferramentas foram feitas com varas de eucalipto e canas, com encaixes resistentes para poder trabalhar no fundo do furo, mas fáceis de desengatar para poderem ser desmontadas, ao serem retiradas. Uma tinha na ponta uma lâmina em ferro para furar e cavar. Outra era redonda para manter o furo circular e à mesma largura. A que tirava a terra era a mais complicada: Cortou um farolim de motorizada ao meio. Fixou essas metades num eixo na ponta duma vara, ligadas por uma mola, como duas mãos viradas uma para a outra. Um dispositivo, acionado por um fio, destrancava a mola e fazia com que as metades se fechassem. Abria as duas metades antes de as introduzir no furo, quando chegava ao fundo puchava o fio para destrancar a mola e apanhava um punhado de terra, que puchava para fora. Por cima da cabeça tinha um suporte que servia de guia às varas que constituiam os cabos das ferramentas. O furo foi ganhando cada vez mais água e dificultando cada vez mais a tiragem da terra. Comprou tubo, com cerca de 20 cm de diâmetro, e entubou-o até ao fundo. Na parte superior fez um gargalo em pedra e cimento, com tampa de metal que ele fez. Colocou-lhe por cima uma roldana e mandou fazer um balde cilíndrico com válvula no fundo, que enche em contacto com a água.
Orgulhava-se de dizer que era uma água boa e fresca...
Melhor que a da torneira!
quarta-feira, 16 de maio de 2007
Para mais tarde recordar: Uma Vida Cheia

Data de Nascimento: 21-11-1908 (F.17-03-2007)
Local de nascimento: Sítio do Semedeiro
Freguesia: São Bartolomeu de Messines
Concelho: Silves
Principal actividade, Agricultor: Cerca de 10 hectares entre regadio e sequeiro. Chegou a produzir cerca de 650 arrobas de milho de regadio, por ano (cerca de 10.000 kg). Fazia, sobretudo, agricultura de subsistência: Trigo, batatas, cebolas, alhos, feijão, grão-de-bico, azeite, vinho, cevada, aveia, centeio, tomate, melancia e melão, hortaliças, alfarroba, amendoim, forragens para criação de animais, laranjeiras, sobreiros e eucaliptos. Criava vacas, porcos, burros, mulas, galinhas, coelhos, patos, cães, pombos, etc.
Era um enxertador habilidoso: Raro era o enxerto que não pegava. Tinha formas de enxertar, de anilha, por exemplo, que não veêm nos compêndios da universidade. De cabeça, fazia as contas primeiro que os outros com papel e lápis.
Gostava de caçar a lebre, o coelho, a perdiz, a rola, o melro, etc., com espingarda e esparrela, laço, rede, ratoeira feitos por ele.
Às vezes ia à pesca à Ribeira (de Arade) com covo (que ele próprio fazia), anzol, rede ou tresmalho, e pescava o robalo, a enguia, o achigã e a carpa.
No ano que a Barragem (do Funcho) encheu fez uma jangada com quatro bidões.
Trabalhava a madeira desde a serração à carpintaria: Fez o próprio banco de carpinteiro, portas, janelas, carros de bestas, carros de mão, mesas, cadeiras, armários, camas e ferramentas diversas.
Gostava de trabalhar com metais, sobretudo a fazer ferramentas.
Trabalhava como pedreiro: Ajudou o seu pai a fazer, em taipa, a casa onde com ele viveu e depois, quando casou, fez, igualmente em taipa, a sua própria casa: com sala de entrada, sala de estar, quatro quartos, cozinha, casa de banho e os anexos: celeiro, alpendre, palheiro e currais dos animais, desde os alicerces até ao telhado. Fez o forno do pão. Fez a eira e o poço e empedrou-os. Fez a mina em frente de casa. Fez o poço da várzea, com mina, empedrou-o e fez a casa para o motor e a casa da várzea. Fez a canalização subterrânea na várzea e os tanques para lavar a roupa. Tinha uma pequena barragem na encosta para as águas sanitárias de casa.
Chegou a ir vender aguardente de medronho, com uma besta, ao Alentejo, onde foi vários anos à ceifa. Já depois dos 70 anos, quando deixou de ter animais de carga, tirou a carta de motorizada e conduzia um triciclo a motor que os filhos lhe ofereceram. Com 80 e tal, quando foram viver para Messines, ainda fez sozinho o furo, no quintal, cuja água fresca ele preferia, o forno do pão, e a casita da oficina onde ele passava horas a fazer miniaturas de alfaias agrícolas e a esculpir a cortiça. Também era frequente encontrá-lo a ler os seus livros de meditação e de orações que ele relia desde a juventude. Na Missa do Domingo era fácil encontrá-lo na Igreja, bastava procurar a cabeça mais branquinha.
Foi emigrante, pouco tempo, em França.
Foi casado com a Ti'Piedade com quem festejou os 67 anos de casados. Tiveram cinco filhos, dois rapazes e três raparigas, para além de dois gémeos que não sobreviveram.
Sobreviveu dezoito meses à viuvez. Nesse tempo, em Faro, ainda fez um banco de carpinteiro, uma cadeira com assento tecido em cordel, uma mesa para o grelhador forrada a inox, várias ferramentas e ajudou a fazer a casota do cão. Aprendeu a utilizar o telemóvel.
Poema de Vida: Um Testemunho.
aqui fica o poema da Ti Ti ao Ti' Zé Moleiro:
Vivendo
Viveu com intensidade
Amou a todos
Sofrendo
As exigências e a saudade
Falou com sabedoria
Sorriu com paz e alegria
Trabalhou sem se queixar
Foi generoso no dar
Foi aceitando a mudança
Com um sorriso de Esperança
Deixou-nos como
Herança
Além de muita saudade
A Paz e a Serenidade
( Ti Ti, 18-03-2007 )
sexta-feira, 11 de maio de 2007
Uma Recordação. Um Símbolo.

quarta-feira, 18 de abril de 2007
O Ti' Zé Moleiro - Recordar a Partida

Desde que a minha mãe morreu, já lá vão mais de 40 anos, e o meu irmão Nuno, 20 e tal, nunca uma morte me tinha custado tanto. Tinha-me convencido que estava 'vacinado' contra este tipo de sofrimento. Enganei-me!
Durante uns dias fiquei atordoado. Apanhou-me de surpresa. Sempre pensava que ainda duraria mais uns mesitos.
Ia fazer 99 lá para os finais do ano: a 21 de Novembro. Mesmo assim sempre pensei que se aguentaria mais uns mesitos: Achei demasiado cedo!
"Já os enganei sem querer", dizia ele quando o visitei no hospital com a Rosália e a Marta naquela última 6ª-feira à noite. "Perguntaram-me quando fazia anos e devia-lhes ter dito 14 de Outubro, como está no Bilhete de Identidade". A sua atenção e lucidez não deixavam dúvidas. (Normalmente os pais registavam as crianças mais tarde para não pagarem multa, nunca percebi aquela troca de datas).
A Rosália ajudou-o a jantar: Uma colher a seguir à outra... "Estás com pressa?" Perguntou ele com ar de riso, com um sentido de humor que desconcertava.
A sobremesa parecia um poré de maçã e a Rosália perguntou-lhe se estava boa: "Está doce!" Referiu ele, embora, por causa dos diabetes, sempre seria pouco o açúcar. A Marta levava-lhe umas florzitas do campo. Pegou nelas cheirou-as e reconheceu-as, mas disse que o pessoal do hospital podia não as querer ali. A Marta acabou por pendurar uma ao seu lado, no leito da cama.
A Enfermeira de serviço entrou e perguntou se já tinha jantado, puxou-o mais para a cabeceira e levantou mais as costas. Depois foi buscar um aparelho para medir a tensão. Primeiro ligou-o só ao dedo, depois uma braçadeira acima do cotovelo e depois ligou ainda três eléctrodos no peito. Comentou que estava um pouco irregular. Saiu e voltou com uma espécie de penso que colocou no peito. Disse que era para estabilizar a pulsação. Como ele estava com oxigénio eu perguntei à enfermeira, se ele ficasse melhor, não iria sentir a falta do oxigénio se fosse desligado. Ela explicou que nesse caso o oxigénio é reduzido lentamente ao longo de vários dias. Disse que ele estava com 4 litros de O2 por minuto.
Entretanto a hora da visita tinha chegado ao fim e já não se viam por ali outras visitas.
As despedidas são sempre um até amanhã e eu estava convencido disso!
Mesmo assim voltei atrás para me despedir de novo: "Até amanhã e uma noite descansada!..." Apeteceu-me beijar-lhe a mão, mas acariciei-lha apenas!
Recordo a sua Sabedoria. O seu sentido de Justiça. A sua atenção aos outros. A sua habilidade para trabalhar a madeira e o ferro e a sua inteligência. A sua criatividade. A sua Fé e as suas leituras. A maneira como jogava os três setes. Como sorria...!
sexta-feira, 13 de abril de 2007
(H)À´ Procura. O Ser Humano esse Mi(ni)stério.

E, à luz da Fé, apenas se alargam os horizontes do mistério.
O Homem, criado por Deus para ser feliz, encontra-se perante si mesmo e conhece-se, na relação e no confronto com os outros. É uma parte si mesmo, a tentar perceber o todo das suas partes.
O Homem sente-se um ser único, mas constituído por partes (in)distintas. O seu corpo, a parte material, parece estar unicamente programada (geneticamente) para a subsistência e para a sobrevivência individual e da espécie. Está programado para se defender e para cuidar de si: É o seu lado egocêntrico, egoísta, material. Mas a sua realização, ao nível da felicidade interior, baseia-se na relação que estabelece com os que o rodeiam e, sobretudo, na medida em que consegue gerar felicidade à sua volta. Este seu lado espiritual entra frequentemente em conflito com a sua tendência natural para o egoísmo.
Entre estas duas forças uma terceira surge como a servir de árbitro, de bitola, de fiel da balança: A Vontade!
A Vontade é o elo de ligação que harmoniza as suas forças interiores contraditórias. É como se fosse uma terceira parte que dá sentido, realização e felicidade às outras.
Cristo faz-nos a Sua proposta de Felicidade, na Sua comunhão com o Pai, ensina-nos a rezar:
Pai, que a minha vontade seja fazer a tua Vontade.
terça-feira, 10 de abril de 2007
Ressurreição: Mistério de Fé.(*)

terça-feira, 3 de abril de 2007
A propósito de Astronomia
Esta forma de marcar o Domingo de Páscoa, recorda a saída -- Páscoa -- do Povo Hebreu do Egipto, em que Moisés escolheu a data da 1ª Lua Cheia, depois do início da Primavera, quando não havia ainda muito calor, para se poderem deslocar também de noite, e, digo eu, para aproveitarem as marés vivas da Primavera.
Páscoa continua a ser passagem: Passagem da escravidão a que nos submetemos, à Vida de libertação e de realização que nos é oferecida por Cristo:
É a Páscoa da Ressurreição!
sexta-feira, 16 de março de 2007
Astronomia

Ultimamente as minhas delícias têm sido, ao cair da noite, ver a passagem dos satélites, prever a sua passagem e saber o nome do satélite que se observa.
Para isso, procuro os horários de passagem dos satélites Aqui . Aliás, onde registo cada observação. Este site foi-me sugerido pelo Obsevartório Astonómico Nacional .
Nestes dias Vénus tem sido bem visível, logo ao pôr do Sol, bem acima do horizonte: O Planeta mais brilhante. Logo a seguir aparece Sirius , bem alta, na direcção do Sul. Com a sua magnitude de -1.44 é a Estrela mais brilhante. Depois, à sua direita aparece a Constelação de Órion com os 'Três Reis Magos' ao centro. Mais à esquerda e mais alto surge Saturno exibindo os seus anéis que seria interessante observar (se não me tivessem roubado o telescópio).






O cair da tarde.
E o calor da noite.
