sexta-feira, 18 de julho de 2008

Boas Férias


A quem por aqui passar,
Desejo
BOAS FÉRIAS !!!

terça-feira, 24 de junho de 2008

A Marta e o Vladimir





Durante esta longa ausência
muitos assuntos...
se ficaram pela intenção ...



Mas agora o mais importante é dizer:

A Marta e o Vladimir casaram!




Eu sei que foi no final do mês passado...
Pois é...
... foram necessários muitos dias para acordar !!!



Quem já por lá passou,
sabe do que estou a falar.


MUITAS FELICIDADES para eles!!!



quinta-feira, 17 de abril de 2008

A Inteligência


Penso que, depois da capacidade de Amar e do controle da própria Vontade, a Inteligência é dos maiores dons que Deus deu ao ser humano.
E passa por aqui, no meu entender, a razão de ser daquela frase da Bíblia: 'Deus criou o Homem,
à sua imagem e semelhança o criou', (Gn.1,27).
Também penso que o egoísmo, o egocentrismo e a autosuficiência são das características que mais afastam o Homem de Deus e dos outros.
Tanto a capacidade de Amar como o controle da própria Vontade entram em choque com o egoísmo e, a própria Inteligência, é posta fácilmente ao seu serviço.

Quando o Homem se deslumbra, na sua vaidade, com a própria Inteligência, pode convencer-se mesmo em dispensar Deus.
O homem proclama-se deus de si próprio e renuncia à sua origem, à sua maior dignidade, ser filho de Deus, criado à Sua imagem e semelhança.

Cristo, depois de lavar os pés aos seus discípulos, disse-lhes:
"Fixem bem o que vos digo:
O servo não é maior que o seu senhor". (Jo.13,16)
O exemplo do máximo de humildade e de espírito de serviço,
mas (sempre e só) como criaturas de Deus!

Mais do que 'inteligência' (que a si própria se deslumbra) a Bíblia fala-nos da Sabedoria de Deus.
A Sabedoria é mais abrangente: É enriquecida pela inteligência, mas é amadurecida pela experiência e é fortalecida pelo discernimento e temperada com o Amor que ajudam a orientar a Vontade.

A Sabedoria vem de Deus e acedemos a ela quando nos deixamos conduzir pelo Seu Espírito!

quarta-feira, 16 de abril de 2008

A Oração


Rezar é colocar a Vida no andar de cima.

Por enquanto, esta será a melhor definição de 'oração' que consigo.

Rezar é procurar. Procurar em mim e abrir-me ao infinito.

Cristo disse que não era por muitas palavras que Deus nos escuta.

De facto, perante Deus, nem as palavras fazem falta.

A Oração é sobretudo feita de Silêncios e de escuta.

Rezar nunca é magia. Não é troca. Nem negócio.

Rezar é confiar. Aceitar. Entregar-se.
É deixarmo-nos envolver no Amor de Deus.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Avaliação do Desempenho







No dia 14-02-2008 fui convocado para uma reunião, sem conhecimento da sua finalidade.

Peguei numa folha de papel e numa caneta ali à mão, que por acaso escrevia a verde, e fui para a sala. Era por causa da avaliação do desempenho no sector da administração do serviço.

Foi entregue um caderno a cada um para tomar conhecimento dos objectivos pelos quais seriam avaliados em relação a 2007, para preencherem os espaços com os seus dados pessoais e para procederem, cada um, ao registo da sua auto-avaliação.

Ontem fui chamado para tomar conhecimento da minha avaliação de desempenho. Foi-me dito, por exemplo, que tinha sido considerado um acto de rebeldia ter preenchido com caneta de tinta verde. Pensei que, se o serviço não quer que se escreva a tinta verde, não deveria comprar canetas dessa côr.

A fundamentação da classificação dizia apenas: "Deve melhorar nos seus comportamentos éticos e deontológicos perante o serviço e superiores".
Não referia qualquer falha ou atitude menos correcta.
Pensei que falta de ética era não referir os aspectos em que eu pudesse ter falhado.

No espaço para tomar conhecimento havia um espaço para observações, assinar e pôr a data.
No espaço de observações escrevi, a azul:

"Quanto ao meu comportamento perante o serviço e superiores, ao nível ético e deontológico, não fiz nada de moralmente condenável. Pelo contrário, assumi no serviço o desempenho das funções para que fui nomeado, sem ser por elas remunerado, ao contrário de quem foi nomeado juntamente comigo, pelo que a carência de ética está do lado do serviço.
Quanto ao processo de avaliação, por verdade e lealdade, cito a sabedoria popular que refere desgraçado de quem não fica nas boas-graças do chefe, pois fica sugeito à prepotência, arrogância, mentira e desumanização do poder".

quarta-feira, 26 de março de 2008

Cristo é Páscoa! É a Ressurreição! É a Força de Recomeçar!


O Evangelho de hoje ( Lucas 24, 13-20.25-29 ) propõe à nossa reflexão o que se passou com dois discípulos que saiem de Jerusalém para Emaús. Toda a esperança cai por terra. A vida perde o sentido. Sentem-se impotentes perante os acontecimentos: "entregaram-no para ser condenado à morte e pregaram-no numa cruz".
Às vezes morre o que tenho em mim de mais sagrado.
Deixo-me vencer pelo mundo e desanimo.
Viro costas, vou-me embora, desisto, desiludo-me.
Fico insensível aos sinais de esperança, aos outros que caminham comigo, condeno-me a uma morte sem ressurreição à vista.

Jesus, vem ter comigo, caminha ao meu lado.
Ajuda-me a reconhecer-Te nos que me rodeiam.
Sei que estás por aqui, que venceste o sofrimento e a morte.
Fica comigo. É que para Ti nunca é tarde.
Contigo a noite anuncia sempre o dia e em Ti a morte é só a porta estreita para vida eterna. Livra-me dos falsos brilhos e dos enganosos pães e dá-me a luz que interessa e o pão que interessa.
Ajuda-me a levar essa luz e esse pão a todos os que se cruzarem comigo.
Ajuda-me a (con) verter-me nessa Luz de Esperança e dessa Força de Vida.
Ajuda-me a Ressuscitar da amargura, do sofrimento, da prostração, das cadeias que me prendem à tristeza,
para a Vida com sentido, porque a ressurreição começa e faz-se aqui, em cada dia, vivendo contigo.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Faz hoje um Ano!


Faz hoje um ano que o meu sogro, José Manuel, mais conhecido por Ti'Zé Moleirinho, faleceu.

A sua Sabedoria de Vida; a sua Fé;
A Humildade como viveu, concretamente, antes e depois da morte da sua esposa, a Ti' Piedade;
A sua Lucidez e o desejo de não dar trabalhos;
A maneira como aceitava o estar próximo o fim dos seus dias...
São sinais de admiração: São um exemplo de Vida!

Este ano faria 100 anos de idade.
Mais do que a saudade fica o exemplo duma vida de trabalho, dedicação à família, de honestidade...

Era uma pessoa respeitada, estimada por vizinhos e conhecidos:
Os seus conselhos, fruto da vida, da reflexão e do discernimento,
tinham um profundo sentido de ponderação e de justiça
eram acolhidos, reflectidos e, frequentemente, repetidos como forma de conduta.

Que a sua maneira de ser e de viver continue a ser,
para cada um de nós, um exemplo de vida a imitar, a seguir!

Que Deus o tenha na Sua presença!
E que a gente mereça participar nessa Comunhão dos Santos!

Este Ano a Páscoa vem cedo


Em Jerusalém celebrava-se a Festa da Páscoa (passagem), recordando a saída do Povo de Deus do Egípto. Moisés escolheu a primeira Lua Cheia, depois do início da Primavera, para sair do Egipto, a caminho da Terra prometida, através do deserto. E, como foi durante as celebrações da Festa da Páscoa, em Jerusalém, que Cristo foi condenado à morte e ressuscitou, no Domingo, os cristãos celebram a Festa da Páscoa, pela Salvação (passagem) que Deus oferece à humanidade, mantendo o mesmo modo de fixar a data da Festa:
Início da Primavera => Lua Cheia => Domingo: Festa da Páscoa!

Este ano o início da Primavera (equinócio) é no dia 20 de Março, à 05h48.
No dia 21 de Março, às 18h40, é Lua Cheia.
E no dia 23 de Março é Domingo: Domingo de Páscoa!
Por esta sequência de acontecimentos ser tão próxima,
este ano a Páscoa celebra-se excepcionalmente cedo.

Boa Páscoa!

Que seja um ano de Passagem, de Libertação,
de aceitação da Salvação que Deus nos oferece!
Este é o nosso tempo de dar sentido à nossa Vida!

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

O que Deus dá: O Homem partilha!


O que tiver muito, receberá ainda mais!
(Mc. 4,25)

Os dons que cada um recebe são para usar,
pôr ao serviço dos outros,
para o bem comum!

Quanto mais se dá,
mais rico se fica!!!



Quem muito "calcula" o pouco que tem
e, para si só, guarda,
acaba por perder tudo o que lhe foi dado,
porque para nada serviu.

A Irmã, Madre Teresa de Calcutá, dizia:
"Tudo o que não se dá, perde-se!"

O que Deus dá


O que Deus nos dá é para que, cada um,


o ponha ao serviço dos outros, do bem comum!




Quem tem muito e o partilha,


mais rico fica!


Quem 'calcula' o pouco que tem e o guarda só para si,


até o pouco que tem acaba por se perder.


A Irmã Teresa de Calcutá dizia que:


Tudo o que não se dá, perde-se!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

O Semeador


O semeador é o que espalha a Boa Nova.
(Mc. 4,14)

Há a semente que cai à beira do caminho,
em terreno pedregoso,
entre cardos e silvas,
e também em terra fértil.

Às vezes somos um pouco de cada um destes terrenos.
Às vezes somos semeadores da Boa Nova.
Essa Boa Nova que anuncia que o Reino de Deus
é um reino diferente dos reinos dos homens.

O poder, a opressão, a injustiça, a mentira, o ódio, ...
não têm lugar no Reino de Deus.
E nós somos chamados a anunciá-lo
e a construí-lo no meio dos homens.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Conversão de Paulo



...por que me persegues?


A conversão de Paulo deve ter sido um dos episódios mais marcantes dos primeiros Cristãos.
A Igreja celebrou por estes dias este acontecimento: (25 de Janeiro).
O Livro do Actos dos Apóstolos, e este foi um dos aspectos que mais me chamou a atenção, relata diversas vezes este acontecimento: Ver cap.s 9, 22 e 29.


É pela Luz e pela Palavra que Cristo se revela a Paulo (e a nós).
Paulo deixa de ver com os olhos do corpo, para poder ver com os olhos do Espírito.
Cristo identifica-se com os Cristãos:
"Eu sou Jesus, a quem tu persegues!"
Cristo identifica-se com aqueles que se identificam com Ele:
"todo o que fizer a vontade de Deus
é meu irmão, minha irmã e minha mãe."
(Mc.3,35)

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Ciclos da Natureza


Menos de um mês depois do início do Inverno,
as amendoeiras são das primeiras plantas a responder ao crescimento dos dias.

Logo que os dias começam a crescer,
cobrem-se com um véu de pétalas brancas,
mesmo antes das folhas germinarem,
para que o verde não lhe perturbe a pureza e candura.

É um Novo Ano que se anuncia.
É a promessa de uma Primavera ainda distante.
É o renascer da Vida.
É o acordar do sono do Inverno.

Da varanda do meu local de trabalho
o espectáculo se repete em cada ano:
E em cada ano é uma nova surpresa.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Bom Ano de 2008


A quem aqui vier,

mesmo que de passagem,
quero desejar:
UM BOM ANO DE 2008 !!!

Que seja um Ano de Viragem!!!

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Faria hoje 99 anos !


Recordo, há um ano precisamente,
celebrámos os seus 98.

Desejámos que chegasse aos 100...
para fazermos uma grande festa!

E nada faria prever que isso não fosse possível...!

Dos 98, fica uma recordação das 4 gerações presentes:

Avô, pai, filho e neto !

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Há quase 46 anos


Foi em Novembro de 1961...
Por alturas do São Martinho,
Tinha eu pouco mais de 12 anos:
Minha Mãe morreu, quase inesperadamente...

Inesperadamente porque era 'impossível', 'impensável'
que isso pudesse acontecer...!

Porque era um absurdo que alguém com 9 filhos pequenos pudesse morrer.

Em poucos dias, uma doença, a leucemia,
de que nunca tinha ouvido falar,
tirava-a da cama do Hospital de Santa Maria para a morgue,
irremediavelmente!...

Era como se o futuro deixasse de existir...
Era como se o chão desaparecesse debaixo dos pés...
Era como se a vida ficasse vazia e sem sentido:
Era o absurdo dos absurdos!

Não sei se chorei... ou se chorei o suficiente...
Mas senti que a vida dificilmente me causaria um sofrimento maior...!

Foi preciso tanto tempo para me ver a escrever sobre isto!?
Foi preciso passarem tantos anos como os que ela tinha...

A falta que me fez...
A falta que nos fez...
A tristeza tornou-nos mais unidos...
As dificuldades, mais solidários...
O que ela deve ter sofrido por nos deixar
... foi por isso que ela sempre cuidou de nós!

terça-feira, 30 de outubro de 2007

A Lenda da Pena d'Água


LENDA DA PENA D’ÁGUA

NAS ENCOSTAS DA VIGIA
P’ROS LADOS DO SOL NASCENTE
BROTA DA GRUTA UMA FONTE
COM UMA LENDA COMOVENTE

NO TEMPO DA GUERRA AOS MOIROS
LÁ SE ESCONDEU UMA MOIRINHA
QUE EM BUSCA DE COMIDA
A AMA DEIXOU SOZINHA

PELOS SOLDADOS CATIVA
AMA MOIRA FOI LEVADA
MAS DA PRINCESA MOIRINHA
A AMA NÃO DISSE NADA

VENDO-SE SÓ E COM FOME
A PRINCESINHA CHOROU
E A COBRA DAQUELA GRUTA
COM OS SOLUÇOS ACORDOU

DE OLHOS BRILHANTES LANÇOU
À PRINCESA ENCANTAMENTO
E A MOIRINHA ASSIM FICOU
A PARTIR DESSE MOMENTO

DE DIA E NOITE CHOROU
NA ENCOSTA DAQUELE MONTE
DA SUA PENA BROTOU
NAQUELA GRUTA UMA FONTE

NAS BRUMAS DO NEVOEIRO
HÁ QUEM DIGA QUE A OUVIU
A CHORAR A VAGUEAR
MAS NUNCA NINGUEM A VIU

NÃO HÁ MEIO DE QUEBRAR
SEU ENCANTO SUA MÁGUA
RESTA APENAS A PRESENÇA
DA FONTE... A PENA D’ÁGUA

TITI

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Somos Fracos Vasos de Barro


«Quem põe a mão no arado e olha para trás, ..."
(Lc.9,62)

As limitações, o pecado, o orgulho
e também o medo, a experiência do fracasso, as hesitações, as dúvidas e reticências
fazem parte do dia a dia.

Há certos problemas que têm a capacidade de nos bloquear de nos paralisar a mente e os movimentos. (Ainda não será hoje que vou conseguri falar deles).

É este o barro de que somos feitos.

E, no entanto, é a estes vasos que Deus confia o anúncio do Seu Reino.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Aceitar e tornar minha a Tua Vontade


"Vou ensinar-te e mostrar-te o caminho que deves seguir;
de olhos postos em ti, serei o teu conselheiro
..."
(Salmo 32,8) (*)

Fácil é dizer:
"Seja feita a vossa vontade!"
Difícil é ter a confiança para fazê-la
e aceitar deixar-se conduzir.

(*) Citado por Henri Le Boursicaud
em "Pigmeu entre os Pigmeus"

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Degrau a degrau. Se for capaz!




"O que eu quero é misericórdia e não sacrifícios. Eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores." (Mt.9,13)


Mateus, cobrador de impostos, da fama, pelo menos, não se livrava!


Não admira, por isso, que ele fosse tão sensível a esta questão da misericórdia de Deus e do chamamento dos pecadores.


É bom também nós percebermos como é a nossa faceta de cobradores de impostos perante os que nos rodeiam.


Dentro de cada um de nós existe uma parte de justo e uma parte de pecador e é esta parte que é chamada à conversão.


É aí que devemos concentrar o nosso esforço!


E quanto aos outros, quando erram, usemos de misericórdia, que é aquilo que gostamos que os outros usem connosco quando erramos!

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Astronomia: Um desafio à nossa Imaginação.

Pequeno ou Grande?!
Da Terra à Lua são cerca de 400.000 km.
É muito ou é pouco?
Há certos carros que durante a sua vida andaram o suficiente para percorrer essa distância.
A Lua anda em volta da Terra e o plano da sua órbita pode sobrepôr-se ao plano da órbita da Terra em relação ao Sol:

A Eclíptica = onde se dão os eclipses.
Podemos imaginar uma mesa e, nesse plano, imaginar as órbitas da Lua em volta da Terra e da Terra em volta do Sol.
E até podemos colocá-los a distâncias proporcionais: Mas se a Lua ficar a 1 cm da Terra, o Sol terá de ficar a 370 cm,

ou seja a 3,70 metros.
E o Sol é tão grande que a Lua podia descrever a sua órbita à volta da Terra dentro do Sol.

Em Astronomia a questão do tamanho é sempre relativa: Aquilo que nos parece muito grande, de repente, comparado com outra, parece pequeno.
Se há coisas que nos falam da Grandeza de Deus, a Astronomia será uma delas.
Para comparar tamanhos de Estrelas e Planetas, espreita aqui.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Astronomia de Novo: Porque é Agradável Pensar!

A Terra anda à volta do Sol:
É o chamado Movimento de Translacção!
A trajectória desse movimento (órbita)
é, aproximadamente, um círculo,
(como é ligeiramente alongado, chamam-lhe elipse).
Mas a Terra também tem um Movimento de Rotação,
roda sobre si mesma, (em torno do 'seu eixo').
(Como vemos o Sol deslocar-se no sentido dos ponteiros do relógio, significa que o movimento de Rotação da Terra é no sentido inverso).

É este movimento que dá origem aos dias e às noites,
e o de Translacção dá origem às Estações do Ano.

Podemos imaginar o Sol fixo
(um dia podemos pensar nos movimentos do Sol)
e, ao mesmo tempo, podemos imaginar a Terra com os seus dois Movimentos: de Rotação e de Translacção.
Podemos imaginar, em cada dia, 24 horas, a Terra dá uma volta e, em cada dia, ela avança um bocadinho na sua órbita à volta do Sol.

Como este círculo à volta do Sol tem 360º graus, e o ano tem 365 dias, podemos dizer que cada dia a Terra anda à volta do Sol quase 1 grau.

Pergunta: Então um dia, 24 horas, corresponde exactamente a uma rotação exacta de 360º da Terra no seu Movimento de Rotação? Sim ou não?

Imaginemos de novo os dois movimentos: Enquanto a Terra deu uma volta de rotação, 360º, mexeu-se para o lado na órbita cerca de 1 grau (mais de 2 milhões e 500 mil km, ver postagem anterior).
Então, um ponto na Terra que estivesse exactamente apontado ao Sol ao meio dia, depois da Terra ter dado uma rotação de 360º, como ela se desviou para o lado um grau, (então) a Terra precisa de rodar mais um grau para que o mesmo ponto fique exactamente apontado para o Sol, para prefazer um dia, as 24 horas!

Pois é!
Para cada dia a Terra tem que rodar sobre si (Movimento de Rotação) quase 361 graus para completar um dia, ( 24 horas), e, ao fim de um ano, a Terra deu 366 voltas e só passaram 365 dias.

Se a Terra só desse uma volta, sobre si mesma, durante um ano, então teria sempre a mesma face virada para o Sol. É o que acontece com a Lua em relação à Terra e, assim, da Terra vemos sempre a mesma face da Lua.

Pergunta: E o dia lunar, em relação ao Sol, quanto tempo demora?
O período do dia lunar é igual ao tempo que medeia uma Lua Nova e a Lua Nova seguinte: Aquilo a que chamamos o mês lunar!

Astronomia: Para nos Deliciarmos.

O Sol está longe... está mesmo muito longe!
Dizem que a luz do Sol demora mais de 8 min. a chegar à Terra.
E a luz anda muito depressa: 300.000 km por segundo.
Podemos imaginar a distância da Terra ao Sol.:
300.000 km x (8 x 60 seg.) são cerca de 150.000.000 km.
A distância média da Terra ao Sol é a Unidade de medida Astronómica: AU = 149 597 870 km.
(Assim, quando dizemos que a distância de Neptuno ao Sol é de 30 AU,
significa que é 30 vezes a distância da Terra ao Sol.)
E, para lá do Sol, podemos também imaginar outro tanto de distância:
É lá que nós vamos passar daqui a 6 meses!

A Terra andando à volta do Sol (translacção) percorre um círculo muito grande:
O seu perímetro, o percurso percorrido pela Terra em cada ano,
será: 2 X Pi X 150.000.000 km: Quase 945.000.000 km,
o que é muito km!

Se dividissemos isto por 365 dias ficávamos a saber que, em cada dia,
a Terra percorre uma distância à volta do Sol de mais de 2 milhões e 500 mil km,
o que é andar muito!

E para saber a velocidade por segundo teríamos que dividir por 24 horas; dividir por 60 minutos e por 60 segundos, o que daria uma velocidade de 30 km por segundo.
É, o que se pode chamar, voar muito depressa!

Só para termos uma ideia:
Um avião a jacto que voe a 900 km por hora, precisa de 4 seg para andar 1 km.
Então a Terra anda, à volta do Sol, 120 vezes mais depressa que um avião a jacto.
(Cuidado, não se pode pôr a mão de fora!)
Mesmo assim, comparada com a velocidade da luz, é 10.000 vezes mais pequena!

Por isso não admira que, com esta velocidade, se a Terra na sua trajectória, apanha no espaço, um errante grão de poeira que seja, ou um fragmento deixado por um cometa, ele ao entrar na atmosfera aquece, fica incandescente, desfaz-se...

e nós dizemos que
vimos uma estrela cadente!

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Ventilador Solar

Hoje começou a funcionar o ventilador solar nas casas de banho.
Era um sonho, um projecto!
Na base da chaminé, no lado virado a Sul, junto às telhas, há dois respiradores das casas de banho.
Como não tinham grelha, quando chovia, a água que escorria na chaminé chegava às casas de banho. Era preciso evitar a entrada da chuva.
O Carlos tinha-me dado uma célula fotovoltáica, com cerca de 10 x 30 cm, que produz 12 Voltes com a luz Solar. Comprei uma ventoínha de ventilação das fontes de alimentação dos computadores, (trabalham a 12 V) e tem 12 x 12 cm.
Ensaiei-a com a célula fotovoltáica: Funcionava!
Cortei a caixa de um computador antigo, em 'L', tapei os topos e fiz uma abertura para a ventoínha.
Este conjunto acenta na parede da chaminé, cobrindo os respiradores. Vedei em volta com selicone.
Por cima, uma outra chapa em 'L' cobre o conjunto da ventoínha e suporta o painel solar.
Dois parafusos fixam o sistema à chaminé.
Protegi o painel com uma película de plástico rígido.
Está a funcionar!
Agora, quando há Sol,
o ar das casas de banho é renovado automaticamente!

Salto em Altura


Neste salto em altura,
sempre tive a sensação
que nos foi posta a fasquia demasiado alta:


"Sejam bondosos como o vosso Pai é bondoso."
(Lc.6,36)


A única vantagem é reconhecermos que,
nestas questões,
a maior parte do caminho está por percorrer.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

O Pecado


No regresso de férias partilho

"Ser testemunha da misericórdia e do amor de Deus no mundo não significa, no entanto, pactuar com o pecado…


O pecadotudo o que gera ódio, egoísmo, injustiça, opressão, mentira, sofrimento – é mau e deve ser combatido e vencido.


Distingamos claramente as coisas: Deus convida-me a amar o pecador e a acolhê-lo sempre como um irmão; mas convida-me também a lutar objectivamente contra o mal – todo o mal – pois ele é uma negação desse amor de Deus que eu devo testemunhar."

terça-feira, 7 de agosto de 2007

A Dignidade da Pessoa

Hoje vou de férias!
As ideias que ultimamente tenho 'esprimido' e que têm deitado algum sumo são:
As Instituições (tal como as máquinas) são feitas pelas Pessoas.
As Pessoas são mais importantes que as Instiuições: As Instituições estão ao serviço das Pessoas (tal como as máquinas) e quando as Instituições escravizam as Pessoas ou se servem delas escravizando-as, estão a fazer o contrário daquilo para que foram feitas!
Em certos casos, algumas pessoas saiem em defesa de instituições, mas estas, tal como as máquinas, os cilindros, por exemplo, podem esmagar o operário e até o seu condutor.

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Hoje é o 1º Dia do Resto da minha Vida

Em vão coloquei a minha esperança na rectidão dos homens
Confiei no seu bom senso e justiça
Na dignidade dos seus procedimentos
Na correcção das suas atitudes;


Acreditei que daí a verdade era possível
Que por aí se podia fazer justiça
Que assim podia ser reposta a legalidade
Que a dignidade renasceria como a luz da manhã.


Em vão esperaram meus passos,
Enganei-me!
Não transpareceu a verdade
A justiça foi calcada,
...
E esta esperança parece querer morrer por aqui...


Resta viver os dias que faltam
Até que a Justiça seja de novo Vida!
Louvado seja Deus
Que nos dá forças para reconciderar,
Para reorientar a esperança...
Meu Deus que esta humilhação do teu servo
Sirva para que a sua confiança
Se coloque mais em Ti, que nos homens...
Na Luz que não tem ocaso...
Na Alegria sem limites
No desejo de mergulhar nessa imensidão
De Amor, de Plenitude, de Comunhão,...
Nessa Identificação plena e eterna,
Que é o teu Amor e a Tua Ternura de Pai!
Amen!

sexta-feira, 20 de julho de 2007

A Alice e o Arnaldo

Casados há 42 anos a Alice partiu para o Pai.

Na despedida o Arnaldo disse-lhe:

"Que a estrada se erga para te encontrar.
Que o vento corra sempre de feição.
Que o sol quente brilhe sempre sobre a tua face e a chuva caia suavemente sobre os teus campos.
E que Deus te tenha na palma da Sua mão até nos encontrarmos de novo".



Em nome da Alice, a Iris, uma das suas cinco filhas, diz:


"A Morte não é nada afinal. Fui apenas para outro lado. O que quer que fôssemos antes, ainda o somos. Chama-me pelo meu nome da maneira fácil como sempre o fizeste. Não mudes de tom, nem fales com ar de solenidade ou mágoa. Sorri, como sempre sorrimos como o mais pequeno raio de sol. Continua o teu Caminho, pensa em mim, reza por mim. Deixa o meu nome continuar a ser essa palavra familiar que sempre foi, deixa-o ser dito normalmente sem sombras de tristeza pairando.
A Vida significa tudo aquilo que sempre significou. É o que sempre foi, uma inquebrável continuidade. Porquê estar longe do coração se estou apenas longe da vista? Estou à tua espera, à espera da nossa eternidade, que está cada vez mais próxima e nós não damos conta.
Tudo está bem. Até breve."


Conheci-os numa equipa de CPM.
Eram um casal de (eternos) namorados.
Talvez o casal mais 'namorados' que já conheci.
Contavam a história dos 'belhetinhos' do seu namoro.

Como casal,
o seu namoro não precisava de ser contado: Via-se!

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Para Recordar









Um Jantar diferente.










O cair da tarde.








E o calor da noite.

Ao Cair da Tarde


Ao fim da tarde as aves regressam aos ninhos.

E as cegonhas (descobre-as aqui no canto inferior esquerdo) uma aquece os ovos e a outra aquece as patas.

quarta-feira, 11 de julho de 2007

A Flor da Esteva

A Esteva (Cistus ladanifer L.) é a planta mais abundante na Serra Algarvia, sobretudo nos solos pobres e muito pobres, não calcários. É um arbusto que chega a atingir dois metros de altura ou mais. Muito resistente a temperaturas extremas e a longos períodos de seca, é considerada uma planta pirófila (piros=fogo + filos = amigo), (se a palavra não existia passou a existir), porque, depois de um incêndio, a seguir às primeiras chuvas é das primeiras a germinar, cobrindo o solo com um denso tapete de pequenas plantas verdes e assegurando a ocupação de todo o espaço.

Floresce abundantemente na Primavera. As suas flores, de um branco neve, modificam o tom da paisagem serrana. As pétalas, cinco, têm na base uma pinta de cor 'vermelho-tinto', mas também as há totalmente brancas. As de cor púrpura, são usadas em jardins.


O mel de esteva tem um sabor próprio.


Depois das chuvas as folhas cobrem-se com uma espessa camada de verniz (ládano, daí o nome botânico) que impede a transpiração e reflete parte da radiação solar. Este verniz era utilizado em medicina, mas, presentemente, é usado sobretudo em perfumaria. Este verniz é lavado pelas chuvas e diz-se que tem propriedades herbicidas, isto é, impede a concorrência de outras plantas à sua volta.

O fruto da esteva é uma cápsula redonda com pedúnculo 'bailarota' que, apertada entre os dedos médio e pulgar, é posta a rodar como um mini-pião.
A madeira de esteva é muito rija e era muito usada para aquecer o forno para cozer pão, ao qual, diz-se,
atribui um aroma muito especial.

terça-feira, 10 de julho de 2007

A Casa do Ti´Zé Moleirinho


Ontem foi vendida a casa do Ti'Zé Moleiro.

Aquilo que parecia que nunca iria acontecer, aconteceu.

Foi a maior separação das raízes a que já assisti. Casa que marcou a geração dos pais, dos filhos e dos netos e de muitos outros amigos e conhecidos que por lá passaram.

A Casa:

A cozinha, os quartos, a casa de fora, o celeiro, o alpendre, o palheiro, o forno, o poço, a eira, ... e, sobretudo, a sua localização!

Mesmo vista de longe, continuará a ter muito de nosso!

A SER NOSSA!

sexta-feira, 6 de julho de 2007

As Flores de Jacarandá


A árvore Jacarandá não sabe por que dá flor.
Mas nós sabemos e em seu nome agradecemos a Deus a sua beleza.
E agradecemos a Deus por ter criado as jacarandás, que dão esta flor.

terça-feira, 3 de julho de 2007

Hoje é Dia de S. Tomé

Ver para crer, como S. Tomé.
Este Provérbio é contraditório: Crer, acreditar é acolher como verdade uma afirmação não demonstrada. Se Tomé viu, não acreditava: Tinha a certeza!

Tomé, um dos doze, disse que se não visse a ferida dos pregos não acreditaria.

A nós fica-nos a hipótese de acreditar nos testemunhos de O terem visto!

"Acreditas agora porque me viste?
Felizes os que acreditarem sem terem visto."(Jo.20,24...)

Esta passagem de Cristo de regresso ao Pai: A Páscoa.
Esta porta que se abre à humanidade: A Ressurreição.
Este Caminho, com o qual Ele se identifica: Eu sou o Caminho.
São uma fonte de felicidade: Felizes os que...!

A Fé é um dom do Espírito, da nossa parte há que arranjar maneira de a acolher, com a promessa de Felicidade.

"A paz esteja convosco!"

Aceitemos ser felizes com Ele!

terça-feira, 26 de junho de 2007

Um Triturador de Casca de Pinheiro


No Sábado estive a reenvasar as orquídeas: Passado o tempo de floração, os vasos estavam cheios de erva daninha e a terra estava compacta. Gastei toda a casca de pinheiro. No fim, arranjei um abrigo com ensombramento para as proteger do Sol.
Mas, a casca de pinheiro...ía fazer falta!
Até era boa para juntar, no contentor de compostagem, onde colocamos os detritos vegetais domésticos e do quintal, para tornar o composto mais leve. E ali ao lado, no pinhal que ardeu, há tanta casca de pinheiro.
O pior é, como triturá-la?
Ontem à tarde peguei no carro de mão e fui ao pinhal enchê-lo de casca de pinheiro. Como os pinheiros já estão queimados há quase três anos, a maior parte já caíu e está a apodrecer e a 'cascareta' solta-se com facilidade.

Enchi o carro de mão, mas não fui para o quintal, fui para o jardim. Espalhei alguns bocados de cascareta sobre a relva. Fui buscar o corta-relva e comecei a passá-la sobre a cascareta. Ainda prendeu duas ou três vezes: Era preciso deixá-la retraçar pouca casca de cada vez!

Não tardou que a caixa do corta-relva ficasse cheia. Despejei-a num saco e continuei. Fazia algum pó, mas nada de especial. Ainda fui buscar outro carro de mão e deu casca de pinheiro para encher o saco, para o contentor de compostagem e dois baldes de reserva.

Até a relva ficou linda!
E ainda beneficiou de alguma matéria orgânica.
No fim levou uma boa rega e (ficou molhada! ):)... parecia nova!

... e tinha 'inventado' um novo
Triturador de casca de pinheiro!

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Dois Ro(a)lamentos: Uma (AF)Lição

Ontem, seguindo o desafio do Isidro (ex-mecânico de voo), resolvi mudar os rolamentos da roda de trás do Opel ( de 1993), que já há meses anunciavam (à distância) a sua folga: A tampinha de protecção tinha caído e entrou sujidade.

Isso custa-te meia dúzia de euros e é fácil de mudar, disse. Foi coisa que nunca fiz, respondi. É fácil tiras aquele freio da porca, tiras a porca, a roda sai e trocas os rolamentos... insistiu!

Bem, ontem fui à Opel comprar os ditos rolamentos e a tampinha; Foi a 1ª surpresa: para 90 euros faltaram 22 cêntimos. Telefonei ao Isidro: Tinha que desabafar com alguém!

Depois do lanche, meti mãos à obra: Tirei o macaco. Levantei a roda de trás. Tirei o roda. Tirei o freio da porca e desenrosquei-a. Limpei-os. Ficou uma anilha com travamento, tirei-a e limpei-a. A seguir estava um rolamento: como era cónico foi fácil sair. Limpei-o. E agora? Do outro lado haveria outro. Como o carro estava travado com o travão de mão, o tambor nem se mexia! Calcei as outras rodas e destravei o carro. O tambor já rodava, mas não saía porque os calços do travão puxavam-no de novo para dentro. Fui sacudindo até que saiu. Limpei-o. No interior havia muita massa consistente. A massa consistente não pode tocar nos calços nem no local onde estes travam. Tirei o retentor de borracha e o rolamento. Foi fácil! Limpei-os.

Desembalei os rolamentos novos, mas estes eram diferentes: tinham por fora um cilindro cónico. Pois era: Só tinha saído a parte interna dos rolamentos, os cilindros estavam lá dentro. E agora? Eu não tinha saca-rolamentos e a aventura iria ficar por ali!

O carro metia dó com uma pata no ar!

Descobri, no meio da massa consistente, que havia uma ranhura onde se fixava o saca-rolamentos. Experimentei a bater com a ponta da chave de fendas. Nada! Experimentei a bater com a chave inglesa na chave de fendas e pareceu-me que começou a sair. Apoiei a peça e fui-lhe dando até que uma saiu. A outra também!

E agora como é que metia as novas? Se as amolgasse estragaria os rolamentos novos. A peça era muito justa e só entraria à força. Descobri que assentando o cilindro velho no novo podia bater no velho e obrigar o novo a entrar. Entrou! Entraram!

Meti o rolamento de dentro e antes de colocar o retentor cobri-o de massa consistente. Coloquei o tambor. Enchi o interior de massa consistente. Coloquei o rolamento de fora, a anilha, a porca e o freio. Enchi a tampinha com massa e encaixei-a. Com o cilindro do rolamento velho apoiado na tampinha fui batendo até entrar...

CONSEGUI...!

Ingredientes:
Peças: Dois rolamentos cónicos; um retentor; uma tampinha; uma bisnaga de massa consistente; um rolo de papel higiénico.

Ferramentas:
Um alicate; uma chave de fendas; uma chave inglesa
e paciência e persistência q. b.

terça-feira, 12 de junho de 2007

Tirar a Cortiça

Bem !
A formatação voltou e, com ela, a possibilidade de colar fotografias.
Hoje o que falta mesmo é inspiração.

Então vou contar: Na 4ª-feira, dia 6, fui ajudar um mestre a tirar cortiça.
Quando o sobreiro atinge cerca de 22 cm de diâmetro (70 cm de perímetro) ou mais, pode-se tirar a cortiça em toda a extensão que tenha essa grossura. A primeira cortiça que se tira é chamada 'virgem' e tem pouco valor económico. Tirar a primeira vez a cortiça diz-se 'amansar o sobreiro'. Ao fim de nove anos, geralmente, pode tirar-se de novo a cortiça, esta chama-se 'mansa' e tem um valor apreciável.

A cortiça só pode ser tirada se a árvore estiver viçosa o suficiente para largar a casca sem estragar o entrecasco interior, o que ocorre no início do Verão.

Os mestres tiradores de cortiça têm um cuidado especial em não ferir essa camada interior para não estragar a árvore.


No Domingo, dia 10, amansei o sobreiro junto ao poço da Fonte Ferrenha. Está bonita?


Agora é necessário pintar um '7' em cada árvore para indicar o ano em que a cortiça foi tirada, pois só daqui a nove anos se pode voltar a tirar.

segunda-feira, 11 de junho de 2007

10 Iludido

Deixei de conseguir formatar o texto e não consigo introduzir fotografias.
Alguém é capaz de me dar uma ajuda.

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Seu Nome era: José Manuel

Bem, Ti' Zé Moleiro não era o seu nome.
Chamava-se apenas José Manuel.
Aliás chamavam-lhe Zé Moleirinho, para o destinguir do seu Pai a quem chamavam José Moleiro e esse, sim, pelos vistos, era mesmo moleiro de moinho de vento:
Chamo-me José Manuel
Mas que triste sorte a minha
Chamam-me José Moleirinho
Mas eu nunca fiz farinha.

sexta-feira, 18 de maio de 2007

As Gerações Anterior e a Actual

Ontem faleceu a Ti' Rosa, última irmã sobreviva do Ti' Zé Moleiro. Fomos com ele visitá-la há poucos meses.
Estava cega há meia dúzia de anos, ia quase nos 97.
É uma geração que termina. Uma geração que sobreviveu a duas guerras mundiais, que passou dificuldades, privações, ... trabalhos!
Uma geração que, com as suas limitações, conseguiu transmitir a Fé à geração seguinte.
Hoje não haverá tantas privações, mas a transmissão da Fé às gerações seguintes não estará mais facilitada. O individualismo e a autosuficiência parecem colocar o homem como o deus de si próprio e o homem parece gostar e querer acreditar nisso.
De facto não haverá maior dignidade do que reconhecer-se, a si e aos outros, como Filhos de Deus.
Mas devemos reconhecê-LO como Criador e Pai.

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Um Furo de Água Fresca: A Tenacidade

Quando pagaram as terras ocupadas pela Barragem, os meus sogros compraram um apartamento e foram morar para a Vila de Messines, em 1992. Um rés-do-chão a 200 metros do Centro de Saúde.
Ele tinha 84 anos.
O quintal, nas traseiras do apartamento, era pequeno, talvez uns 25 m2. De início, para além do tanque de lavar a roupa e dos estendais, ainda tinha os vasos de flores da Ti'Piedade, um limoeiro, cebolas, alface, tomateiras, as couves do caldo verde e umas pezeiras de salsa e hortelã. No muro de tijolo, ao fundo, que suporta as terras, fez uns buracos onde plantou umas vides que depois armou em parreiras, que dão sombra para o quintal e uvas deliciosas. Depois fez o furo, o forno, a oficina, acimentou a maior parte do chão e fez um muro a desenhar um canteiro onde pouco mais ficou, para além dos vasos, que as couves do caldo verde, a salsa, a hortelã e o chá da bela-luísa (lúcia-lima).
Mas o que gostava mesmo, era de contar como ele fez o furo, pois demonstra a sua paciência, persistência, resistência, habilidade e inteligência. Fê-lo sozinho, durante meses, com cerca de sete metros de profundidade.
O furo foi feito no canto do lado direito. O solo é de argila vermelha pesada e compacta. As ferramentas foram feitas com varas de eucalipto e canas, com encaixes resistentes para poder trabalhar no fundo do furo, mas fáceis de desengatar para poderem ser desmontadas, ao serem retiradas. Uma tinha na ponta uma lâmina em ferro para furar e cavar. Outra era redonda para manter o furo circular e à mesma largura. A que tirava a terra era a mais complicada: Cortou um farolim de motorizada ao meio. Fixou essas metades num eixo na ponta duma vara, ligadas por uma mola, como duas mãos viradas uma para a outra. Um dispositivo, acionado por um fio, destrancava a mola e fazia com que as metades se fechassem. Abria as duas metades antes de as introduzir no furo, quando chegava ao fundo puchava o fio para destrancar a mola e apanhava um punhado de terra, que puchava para fora. Por cima da cabeça tinha um suporte que servia de guia às varas que constituiam os cabos das ferramentas. O furo foi ganhando cada vez mais água e dificultando cada vez mais a tiragem da terra. Comprou tubo, com cerca de 20 cm de diâmetro, e entubou-o até ao fundo. Na parte superior fez um gargalo em pedra e cimento, com tampa de metal que ele fez. Colocou-lhe por cima uma roldana e mandou fazer um balde cilíndrico com válvula no fundo, que enche em contacto com a água.
Orgulhava-se de dizer que era uma água boa e fresca...
Melhor que a da torneira!

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Para mais tarde recordar: Uma Vida Cheia


A Marta levou algumas peças, ferramentas, para o museu.

Eles gostaram e pediram alguns dados sobre o avô:


Nome: José Manuel
Data de Nascimento: 21-11-1908 (F.17-03-2007)
Local de nascimento: Sítio do Semedeiro
Local de onde vieram as peças: Passadeiras
Freguesia: São Bartolomeu de Messines
Concelho: Silves


Principal actividade, Agricultor: Cerca de 10 hectares entre regadio e sequeiro. Chegou a produzir cerca de 650 arrobas de milho de regadio, por ano (cerca de 10.000 kg). Fazia, sobretudo, agricultura de subsistência: Trigo, batatas, cebolas, alhos, feijão, grão-de-bico, azeite, vinho, cevada, aveia, centeio, tomate, melancia e melão, hortaliças, alfarroba, amendoim, forragens para criação de animais, laranjeiras, sobreiros e eucaliptos. Criava vacas, porcos, burros, mulas, galinhas, coelhos, patos, cães, pombos, etc.
Era um enxertador habilidoso: Raro era o enxerto que não pegava. Tinha formas de enxertar, de anilha, por exemplo, que não veêm nos compêndios da universidade. De cabeça, fazia as contas primeiro que os outros com papel e lápis.
Gostava de caçar a lebre, o coelho, a perdiz, a rola, o melro, etc., com espingarda e esparrela, laço, rede, ratoeira feitos por ele.
Às vezes ia à pesca à Ribeira (de Arade) com covo (que ele próprio fazia), anzol, rede ou tresmalho, e pescava o robalo, a enguia, o achigã e a carpa.
No ano que a Barragem (do Funcho) encheu fez uma jangada com quatro bidões.

Trabalhava a madeira desde a serração à carpintaria: Fez o próprio banco de carpinteiro, portas, janelas, carros de bestas, carros de mão, mesas, cadeiras, armários, camas e ferramentas diversas.
Gostava de trabalhar com metais, sobretudo a fazer ferramentas.

Trabalhava como pedreiro: Ajudou o seu pai a fazer, em taipa, a casa onde com ele viveu e depois, quando casou, fez, igualmente em taipa, a sua própria casa: com sala de entrada, sala de estar, quatro quartos, cozinha, casa de banho e os anexos: celeiro, alpendre, palheiro e currais dos animais, desde os alicerces até ao telhado. Fez o forno do pão. Fez a eira e o poço e empedrou-os. Fez a mina em frente de casa. Fez o poço da várzea, com mina, empedrou-o e fez a casa para o motor e a casa da várzea. Fez a canalização subterrânea na várzea e os tanques para lavar a roupa. Tinha uma pequena barragem na encosta para as águas sanitárias de casa.
Chegou a ir vender aguardente de medronho, com uma besta, ao Alentejo, onde foi vários anos à ceifa. Já depois dos 70 anos, quando deixou de ter animais de carga, tirou a carta de motorizada e conduzia um triciclo a motor que os filhos lhe ofereceram. Com 80 e tal, quando foram viver para Messines, ainda fez sozinho o furo, no quintal, cuja água fresca ele preferia, o forno do pão, e a casita da oficina onde ele passava horas a fazer miniaturas de alfaias agrícolas e a esculpir a cortiça. Também era frequente encontrá-lo a ler os seus livros de meditação e de orações que ele relia desde a juventude. Na Missa do Domingo era fácil encontrá-lo na Igreja, bastava procurar a cabeça mais branquinha.
Foi emigrante, pouco tempo, em França.
Foi casado com a Ti'Piedade com quem festejou os 67 anos de casados. Tiveram cinco filhos, dois rapazes e três raparigas, para além de dois gémeos que não sobreviveram.
Sobreviveu dezoito meses à viuvez. Nesse tempo, em Faro, ainda fez um banco de carpinteiro, uma cadeira com assento tecido em cordel, uma mesa para o grelhador forrada a inox, várias ferramentas e ajudou a fazer a casota do cão. Aprendeu a utilizar o telemóvel.
Este ano ia fazer 99.
Amanhã faz dois meses...

Poema de Vida: Um Testemunho.

Sem comentários,
aqui fica o poema da Ti Ti ao Ti' Zé Moleiro:

Passou na vida
Vivendo
Viveu com intensidade
Amou a todos
Sofrendo
As exigências e a saudade
Falou com sabedoria
Sorriu com paz e alegria
Trabalhou sem se queixar
Foi generoso no dar
Foi aceitando a mudança
Com um sorriso de Esperança
Deixou-nos como
Herança
Além de muita saudade
A Paz e a Serenidade


( Ti Ti, 18-03-2007 )

sexta-feira, 11 de maio de 2007

Uma Recordação. Um Símbolo.


Gostava de guardar, como recordação, um objecto pessoal do Ti' Zé Moleiro. Um objecto que ele tivesse usado. Um dia perguntei-lhe onde estava o relógio que se tinha avariado. "Está lá para casa". Não tive coragem do lho pedir, pois pareceu-me que outras pessoas o quisessem guardar como recordação. Era de corda, tinha-lhe custado quinhentos mil réis e usara-o mais de trinta anos. O novo, comprado há pouco, era muito parecido.

Naquele Sábado de manhã, quando recebemos a notícia do seu falecimento, procurei um pouco de isolamento, dei a volta à casa, para os lados do forno e, sobre as telhas, apanhei uma pequena chávena de barro. Seria o caneco de Leonardo Boff, 'sacramento do pai'. Mas não me tocou como símbolo, ainda anda no carro.

No dia 4 de Maio, estava a retirar o resto das coisas do alpendre por causa da visita do comprador, e, no lixo que ficou depois de ser retirado o seu banco de carpinteiro, encontrei o seu fio de prumo: Sujo, gasto, o cordel era apenas um coto... mas era uma boa recordação!

Em casa, nessa noite, limpei a madeira, retirei a terra e os restos de cimento do peão, poli-o e coloquei um cordão novo. Agora está junto à sua fotografia no móvel da sala.

Faz-me lembrar a sua verticalidade.
A sua vontade de justiça e de verdade.
A justeza das suas afirmações. A sua visão da vida.
É um bom símbolo para recordar o Ti' Zé Moleiro.

quarta-feira, 18 de abril de 2007

O Ti' Zé Moleiro - Recordar a Partida


O Ti' Zé Moleiro, assim era conhecido o meu sogro - José Manuel, o seu nome completo - faleceu no Sábado, dia 17 de Março de 2007.
Desde que a minha mãe morreu, já lá vão mais de 40 anos, e o meu irmão Nuno, 20 e tal, nunca uma morte me tinha custado tanto. Tinha-me convencido que estava 'vacinado' contra este tipo de sofrimento. Enganei-me!
Durante uns dias fiquei atordoado. Apanhou-me de surpresa. Sempre pensava que ainda duraria mais uns mesitos.
É verdade que em casa os seus passos eram cada vez mais pequenos. Ultimamente, o gorro sempre na cabeça tentava manter uma temperatura que os pulmões já não conseguiam alimentar. Os rins... claro, os rins, com todos aqueles comprimidos a água era sempre pouca, até pelo trabalho que dava ir à casa de banho. E os diabetes... Cada vez era mais difícil o equilíbrio...!
Ia fazer 99 lá para os finais do ano: a 21 de Novembro. Mesmo assim sempre pensei que se aguentaria mais uns mesitos: Achei demasiado cedo!

"Já os enganei sem querer", dizia ele quando o visitei no hospital com a Rosália e a Marta naquela última 6ª-feira à noite. "Perguntaram-me quando fazia anos e devia-lhes ter dito 14 de Outubro, como está no Bilhete de Identidade". A sua atenção e lucidez não deixavam dúvidas. (Normalmente os pais registavam as crianças mais tarde para não pagarem multa, nunca percebi aquela troca de datas).
A Rosália ajudou-o a jantar: Uma colher a seguir à outra... "Estás com pressa?" Perguntou ele com ar de riso, com um sentido de humor que desconcertava.
A sobremesa parecia um poré de maçã e a Rosália perguntou-lhe se estava boa: "Está doce!" Referiu ele, embora, por causa dos diabetes, sempre seria pouco o açúcar. A Marta levava-lhe umas florzitas do campo. Pegou nelas cheirou-as e reconheceu-as, mas disse que o pessoal do hospital podia não as querer ali. A Marta acabou por pendurar uma ao seu lado, no leito da cama.

A Enfermeira de serviço entrou e perguntou se já tinha jantado, puxou-o mais para a cabeceira e levantou mais as costas. Depois foi buscar um aparelho para medir a tensão. Primeiro ligou-o só ao dedo, depois uma braçadeira acima do cotovelo e depois ligou ainda três eléctrodos no peito. Comentou que estava um pouco irregular. Saiu e voltou com uma espécie de penso que colocou no peito. Disse que era para estabilizar a pulsação. Como ele estava com oxigénio eu perguntei à enfermeira, se ele ficasse melhor, não iria sentir a falta do oxigénio se fosse desligado. Ela explicou que nesse caso o oxigénio é reduzido lentamente ao longo de vários dias. Disse que ele estava com 4 litros de O2 por minuto.
Entretanto a hora da visita tinha chegado ao fim e já não se viam por ali outras visitas.
As despedidas são sempre um até amanhã e eu estava convencido disso!
Mesmo assim voltei atrás para me despedir de novo: "Até amanhã e uma noite descansada!..." Apeteceu-me beijar-lhe a mão, mas acariciei-lha apenas!

Recordo a sua Sabedoria. O seu sentido de Justiça. A sua atenção aos outros. A sua habilidade para trabalhar a madeira e o ferro e a sua inteligência. A sua criatividade. A sua Fé e as suas leituras. A maneira como jogava os três setes. Como sorria...!
Como viveu!
E como morreu!

sexta-feira, 13 de abril de 2007

(H)À´ Procura. O Ser Humano esse Mi(ni)stério.


O Ser Humano é um mistério!
E, à luz da Fé, apenas se alargam os horizontes do mistério.
O Homem, criado por Deus para ser feliz, encontra-se perante si mesmo e conhece-se, na relação e no confronto com os outros. É uma parte si mesmo, a tentar perceber o todo das suas partes.
O Homem sente-se um ser único, mas constituído por partes (in)distintas. O seu corpo, a parte material, parece estar unicamente programada (geneticamente) para a subsistência e para a sobrevivência individual e da espécie. Está programado para se defender e para cuidar de si: É o seu lado egocêntrico, egoísta, material. Mas a sua realização, ao nível da felicidade interior, baseia-se na relação que estabelece com os que o rodeiam e, sobretudo, na medida em que consegue gerar felicidade à sua volta. Este seu lado espiritual entra frequentemente em conflito com a sua tendência natural para o egoísmo.
Entre estas duas forças uma terceira surge como a servir de árbitro, de bitola, de fiel da balança: A Vontade!
A Vontade é o elo de ligação que harmoniza as suas forças interiores contraditórias. É como se fosse uma terceira parte que dá sentido, realização e felicidade às outras.
Cristo faz-nos a Sua proposta de Felicidade, na Sua comunhão com o Pai, ensina-nos a rezar:
Pai, que a minha vontade seja fazer a tua Vontade.

terça-feira, 10 de abril de 2007

Ressurreição: Mistério de Fé.(*)


"Acreditar na ressurreição não estava contido na fé com que os discípulos acreditaram em Jesus e na sinceridade com que O seguiram (...) A ressurreição de Jesus foi uma surpresa inaudita de Deus, a exigir uma fé gratuita e desprendida de apoios racionais, só possível com a força de Deus." Da Homilia do Domingo de Páscoa do Patriarca de Lisboa.

Acreditar na Ressurreição -- na de Cristo e na nossa -- é ter a coragem e a ousadia de nos abandonarmos no Amor do Pai. É aceitarmos dar o salto para o inatingível pela inteligência, para o infinito, para a dimensão do espiritual... onde o humano e o divino se entrelaçam.

É aceitar que, para além da nossa inteligência, outra realidade transcendente dá sentido e plena realização à nossa sede e fome de infinito. Essa fome e sede é consequência (e prova?) de termos sido criados à semelhança de Deus: "Deus criou-os -- homem e mulher -- à sua imagem e semelhança os criou".

É uma semente de Deus em cada pessoa: Que em cada um aponta para fora do alcance da sua inteligência e racionalidade.

É acreditar que o humano, aqui e agora, já se entrelaça no divino.
Criado com Adão; recriado em Cristo!
É uma questão de Fé!

"Os próprios Apóstolos e discípulos mais próximos sentiram essa dificuldade."

Sentir-se amado por Deus, saber-se discípulo amado, é a entrada, é a chave para o reconhecer ressuscitado. Racionalmente era mais lógico procurá-lo entre os mortos ou pensar que alguém podia ter roubado o corpo. O discípulo que se reconhece amado, viu e acreditou. (Este ver vê-se melhor com os olhos fechados e no silêncio).
(*) Do Mistério da Fé, de Cristo -- a Palavra -- (com maiúscula), apenas podemos falar com as nossas palavras, com minúscula.

terça-feira, 3 de abril de 2007

A propósito de Astronomia

A Primavera começou a 21 de Março, mais dia menos dia. Depois desse dia, do início da Primavera, uma Lua Cheia veio, foi ontem. O 1º Domingo a seguir à 1ª Lua Cheia será o Domingo de Páscoa. É assim em cada ano. É assim que se determina o Domingo de Páscoa. E é por isso que o Domingo de Páscoa se celebra, em cada ano, num dia diferente.

Esta forma de marcar o Domingo de Páscoa, recorda a saída -- Páscoa -- do Povo Hebreu do Egipto, em que Moisés escolheu a data da 1ª Lua Cheia, depois do início da Primavera, quando não havia ainda muito calor, para se poderem deslocar também de noite, e, digo eu, para aproveitarem as marés vivas da Primavera.

Páscoa continua a ser passagem: Passagem da escravidão a que nos submetemos, à Vida de libertação e de realização que nos é oferecida por Cristo:

É a Páscoa da Ressurreição!

sexta-feira, 16 de março de 2007

Astronomia


Hoje, por sugestão da Marta, vai uma de Astronomia.
Ultimamente as minhas delícias têm sido, ao cair da noite, ver a passagem dos satélites, prever a sua passagem e saber o nome do satélite que se observa.
Para isso, procuro os horários de passagem dos satélites Aqui . Aliás, onde registo cada observação. Este site foi-me sugerido pelo Obsevartório Astonómico Nacional .
Nestes dias Vénus tem sido bem visível, logo ao pôr do Sol, bem acima do horizonte: O Planeta mais brilhante. Logo a seguir aparece Sirius , bem alta, na direcção do Sul. Com a sua magnitude de -1.44 é a Estrela mais brilhante. Depois, à sua direita aparece a Constelação de Órion com os 'Três Reis Magos' ao centro. Mais à esquerda e mais alto surge Saturno exibindo os seus anéis que seria interessante observar (se não me tivessem roubado o telescópio).

E depois...! Depois dá-se umas palmadas nas melgas que são uns serezinhos voadores que gostam de nos apanhar distraídos a olhar o céu.
Ao lado, foto da Lua, em 02-03-2007, quando a sombra da Terra a começava a ocultar. Eu tinha outra foto deste eclipse total, mas não se vê nada!